Em 5 de janeiro de 2026, as ações de petroleiras brasileiras na B3 apresentaram queda, mesmo com a alta do preço do petróleo, após a destituição de Nicolás Maduro na Venezuela. A Brava e a PRIO foram as mais atingidas, com perdas significativas, enquanto a Petrobras teve desvalorizações menores. O mercado mostra preocupação com os impactos a longo prazo dessa mudança política na produção de petróleo venezuelano, que possui as maiores reservas do mundo.
A alta no preço do petróleo, com o WTI a US$ 57,78 e o brent a US$ 60,16, contrasta com a desvalorização das ações das petroleiras. O presidente dos EUA, Donald Trump, enfatizou o investimento no setor petrolífero da Venezuela como objetivo fundamental após a destituição de Maduro, embora as sanções ainda permaneçam. Especialistas analisam que, a curto prazo, a produção pode enfrentar interrupções, mas um governo apoiado pelos EUA poderia facilitar investimentos futuros, pressionando os preços para baixo.
No cenário atual, as ações das petroleiras estão sujeitas a flutuações conforme as incertezas do mercado. A Brava é considerada a mais sensível a choques de preços, enquanto a Petrobras mantém sua posição devido ao baixo custo de extração. A análise sugere que a recuperação da produção venezuelana deve ocorrer de forma gradual, o que pode impactar a rentabilidade das empresas do setor no Brasil.

