Queda de ações da Azul supera 90% em reestruturação financeira

Bianca Almeida
Tempo: 1 min.

A companhia aérea Azul enfrenta uma queda acentuada em suas ações, que despencaram 58% na manhã de quinta-feira, 8 de janeiro de 2026, atingindo R$ 100. Em apenas cinco dias, o recuo acumulado chega a 94%. Esse declínio intenso é parte de um processo de reestruturação financeira da empresa, que inclui a oferta de R$ 7,44 bilhões em novas ações.

A diluição acionária ocorre em um contexto de recuperação judicial nos Estados Unidos, onde a Azul está desde maio do ano passado. O plano de reestruturação, que recebeu aprovação judicial em dezembro, prevê a emissão de 723,9 bilhões de ações preferenciais e 723,9 bilhões de ações ordinárias. Apesar da emissão, o valor de mercado da companhia permanece inalterado, uma vez que as ações estão sendo vendidas para reequilibrar a estrutura acionária.

Especialistas alertam que essa operação sinaliza estresse financeiro significativo para a companhia. De acordo com analistas, a troca de dívida por participação acionária beneficia os credores, mas prejudica os acionistas minoritários. A Azul espera concluir seu processo de recuperação judicial no início deste ano, mas até o momento não fez comentários oficiais sobre a situação.

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