No dia 21 de janeiro de 2026, os juros futuros negociados na B3 registraram uma queda significativa, seguindo a desvalorização do dólar e as expectativas de um acordo entre os Estados Unidos e a Groenlândia. As declarações do presidente Donald Trump, que descartou tarifas comerciais à Europa, impulsionaram essa tendência, renovando os mínimos na curva de juros. A pesquisa eleitoral que demonstrou uma crescente competitividade do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contra o presidente Lula também influenciou as taxas de juros no Brasil.
O discurso de Trump no Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça, trouxe um tom menos beligerante em relação às tarifas, o que foi visto como positivo pelos mercados financeiros. A queda nos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) reflete essa nova dinâmica, com a taxa para janeiro de 2027 caindo para 13,725%. Apesar do otimismo, analistas alertam que a questão da Groenlândia pode gerar incertezas adicionais sobre os ativos financeiros, uma vez que Trump continua a insistir no controle da ilha.
Com as eleições se aproximando, a pesquisa eleitoral revelou que, embora Lula ainda mantenha a liderança, a diferença em relação a Flávio Bolsonaro está diminuindo. O cenário sugere que Flávio pode se consolidar como um candidato mais competitivo, especialmente em um contexto de possível ajuste fiscal. O mercado observa atentamente essas movimentações, que podem afetar as estratégias de investimento e as expectativas econômicas nos próximos meses.

