Entre 2007 e 2025, um total de R$ 2,8 bilhões em ativos de brasileiros ficou congelado no exterior, decorrente de envolvimentos em crimes financeiros. Esses recursos estão principalmente localizados em países como Suíça, Reino Unido e Estados Unidos, além de paraísos fiscais, como Mônaco e Bahamas, onde enfrentam bloqueios judiciais.
A recuperação desse montante poderia proporcionar um alívio ao orçamento público brasileiro, especialmente em tempos de restrição fiscal. Contudo, segundo o Relatório de Gestão 2025 do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), a liberação desses valores depende de decisões das autoridades estrangeiras e da conclusão de processos criminais no Brasil. A lentidão do sistema judiciário e a complexidade legal dificultam a repatriação, resultando em um padrão irregular de recuperação de ativos ao longo dos anos.
Apesar das dificuldades, o bloqueio e a eventual recuperação desses ativos são cruciais no combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro. Ao restringir o fluxo de recursos ilícitos, as autoridades visam desarticular organizações criminosas que dependem desses montantes para financiar atividades ilegais. A continuidade desse processo é vital para fortalecer a integridade do sistema financeiro nacional e reduzir a impunidade relacionada a crimes financeiros.

