No dia 15 de janeiro de 2026, a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, se reuniu com o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca, onde lhe entregou sua medalha do Prêmio Nobel da Paz. Esse ato gerou um debate sobre a legitimidade de um laureado presentear outra pessoa com o prêmio, levantando questões sobre o que isso significa para a distinção em si.
De acordo com o regulamento do Prêmio Nobel da Paz, não há proibição para que um laureado transfira sua medalha a outra pessoa. O site oficial do prêmio esclarece que não é possível revogar a honraria, uma vez que ela é concedida com base nas contribuições anteriores do laureado, sem relação com suas ações futuras após a premiação. O Centro Nobel da Paz também confirmou que a medalha pode mudar de proprietário, mas o título de vencedor permanece intacto.
María Corina Machado considerou seu gesto um sinal de irmandade entre os Estados Unidos e a Venezuela, evocando a história da medalha que o Marquês de Lafayette deu a Simón Bolívar. Trump, por sua vez, expressou sua gratidão nas redes sociais, destacando o gesto como um símbolo de respeito mútuo. Essa troca de honrarias pode ter implicações significativas para as relações entre os dois países, especialmente em um contexto de luta pela liberdade e contra regimes autoritários.

