Parlamentares e especialistas britânicos estão exigindo que o Rei Charles faça um pedido formal de desculpas pela escravidão transatlântica, após novas pesquisas revelarem o papel da coroa e da Marinha Real no comércio de pessoas escravizadas ao longo de séculos. O livro intitulado ‘The Crown’s Silence’ detalha como a monarquia não apenas se beneficiou do comércio, mas também atuou para protegê-lo, perpetuando essas injustiças por gerações.
Embora o rei tenha expressado anteriormente sua “tristeza pessoal” pelo sofrimento causado pela escravidão, ele ainda não emitiu um pedido formal de desculpas. A pressão crescente de acadêmicos e ativistas reflete a urgência de reconhecer e confrontar o legado histórico da escravidão que ainda reverbera na sociedade britânica contemporânea.
O pedido de desculpas, caso seja formalizado, poderia ter implicações significativas para o reconhecimento das injustiças históricas e para os esforços de reparação. A ausência de um pedido oficial até agora levanta questões sobre a responsabilidade da monarquia e seu papel histórico em perpetuar desigualdades que persistem até hoje.

