Um recente relatório do comitê de contas públicas do Reino Unido denunciou a persistente negligência médica no Serviço Nacional de Saúde (NHS), destacando que erros têm causado danos e mortes a pacientes. O estudo, divulgado na sexta-feira, critica severamente o Departamento de Saúde e Assistência Social (DHSC) e o NHS pela falta de ação após 24 anos de advertências, resultando em um custo anual de £3,6 bilhões, que poderia ser utilizado em cuidados diretos aos pacientes.
O relatório revela que esses gastos exorbitantes estão desviando recursos cruciais do atendimento médico essencial, comprometendo a qualidade dos serviços prestados. Além disso, o texto menciona que os processos judiciais relacionados a bebês com danos cerebrais podem levar até 12 anos para serem concluídos, o que agrava ainda mais a situação. Muitos pacientes sentem-se obrigados a entrar com ações judiciais devido à falta de transparência das instituições sobre o que ocorreu em seus tratamentos.
A situação levantada pelo comitê é alarmante e sugere a necessidade urgente de uma revisão das práticas e políticas do NHS. Com a continuidade desse cenário, a confiança na assistência médica pública pode ser severamente afetada, além de comprometer a saúde e segurança dos pacientes. Espera-se que as autoridades respondam de forma eficaz a essas críticas para evitar que os custos e danos aumentem ainda mais.

