A presença de mulheres no Supremo Tribunal Federal (STF) é notavelmente baixa, com apenas 1,7% dos ministros ao longo de sua história. Atualmente, a única mulher na corte é Carmen Lúcia, em um total de 172 magistrados. Este cenário reflete a sub-representação feminina em diversas esferas de poder no Brasil, onde as mulheres representam 52,7% do eleitorado, mas apenas 17,9% dos deputados federais em 2023.
A representante da ONU Mulheres no Brasil, Ana Carolina Querino, enfatiza que a inclusão de mulheres em espaços de decisão é crucial para a defesa dos direitos femininos. Embora haja um leve aumento na participação feminina em cargos ministeriais, com 23,7% em 2023, ainda estamos distantes da meta de 30% estabelecida pela ONU. A disparidade na participação, tanto no STF quanto em outros níveis de governo, evidencia a necessidade de políticas públicas focadas na igualdade de gênero.
A luta por maior representatividade feminina não se limita à política, mas também envolve questões econômicas e sociais. As mulheres dedicam significativamente mais tempo a cuidados e afazeres domésticos, o que restringe sua participação no mercado de trabalho. Alcançar a meta de 30% de mulheres em posições de poder até 2026 é um passo importante, mas requer um esforço conjunto em diversas áreas para promover mudanças estruturais e garantir direitos iguais.

