Na Nicarágua, pelo menos 61 pessoas foram detidas por manifestar apoio à captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, ocorrida no último sábado. As prisões, realizadas por ordem do casal que copreside o país, Daniel Ortega e Rosario Murillo, refletem um clima de repressão política crescente. As informações foram divulgadas por uma ONG e a imprensa no exílio nesta sexta-feira (9).
Desde a captura de Maduro, a organização Monitoreo Azul y Blanco registrou mais de 60 detenções arbitrárias em resposta a comemorações nas redes sociais. A ONG destacou que muitos detidos permanecem sem informações sobre sua situação legal, enquanto as prisões se espalharam por oito departamentos do país. O estado de alerta decretado por Murillo resultou em vigilância intensificada e monitoramento das redes sociais, visando silenciar qualquer dissidência.
As implicações dessa repressão são profundas, pois evidenciam a crescente intolerância do governo nicaraguense em relação a qualquer manifestação contrária ao regime. A situação gera preocupações sobre a violação dos direitos humanos e a liberdade de expressão no país. A comunidade internacional observa atentamente, enquanto a crise política na Nicarágua continua a se agravar sob o governo de Ortega e Murillo.

