Retirada de vacinas nos EUA ameaça saúde pública global

Fernanda Scano
Tempo: 1 min.

O governo dos Estados Unidos anunciou a retirada de seis vacinas do calendário vacinal infantil, incluindo imunizantes contra doenças como influenza e hepatites. Essa decisão, que ocorre em um momento crítico, representa um retrocesso significativo na saúde pública, desafiando anos de evidências científicas e recomendações de instituições como a Academia Americana de Pediatria.

Ao substituir a recomendação por um modelo de “decisão clínica compartilhada”, os EUA transferem a responsabilidade pela saúde pública para o indivíduo, o que pode resultar em queda na cobertura vacinal. Especialistas alertam que essa mudança pode levar ao ressurgimento de doenças já controladas, como o sarampo, cuja incidência aumentou globalmente nos últimos anos devido a falhas na imunização. O Brasil, apesar de ter um programa de imunizações consolidado, não está imune a essas tendências internacionais.

Os impactos dessa decisão americana podem ser profundos, legitimando discursos antivacina e ameaçando a saúde coletiva. O Brasil deve continuar a afirmar seu compromisso com a ciência e garantir que a vacinação permaneça um direito universal e uma responsabilidade do Estado. As crianças merecem proteção, e essa questão não pode ser tratada como uma escolha individual em tempos de surtos de doenças potencialmente fatais.

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