Ricardo Couto permanece no governo do Rio; sucessão gera polêmica

Camila Pires
Tempo: 2 min.

O desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio, decidiu não viajar e permanecer no Palácio Guanabara durante a ausência do governador Cláudio Castro, que se encontra no exterior. Essa decisão provisória não resolveu a crise de liderança no estado, visto que a Assembleia Legislativa (Alerj) já se mobiliza para a escolha do sucessor de Castro, que deixará o cargo para concorrer ao Senado até abril. As críticas aumentam em relação ao acordo inicial que permitia a interinidade de Guilherme Delaroli, presidente da Alerj.

A situação se complica com um projeto de lei que propõe que os candidatos ao governo sejam indicados pelos presidentes dos partidos, o que gera receios de manobras políticas para limitar a concorrência. A discussão sobre o formato da votação — aberta ou secreta — também está em pauta, com deputados divididos sobre a melhor abordagem para garantir a transparência e a liberdade de voto. A pressão por um voto aberto, já defendido por alguns líderes, pode ser um ponto de consenso em meio a uma disputa acirrada.

Com a pressão por uma mudança nas regras eleitorais e a redução do prazo de desincompatibilização de cargos públicos, a Alerj enfrenta um momento decisivo. A definição sobre a sucessão e as regras que regem o processo eleitoral são cruciais, não apenas para o futuro político do estado, mas também para a integridade do processo democrático. A necessidade de diálogo e consenso entre as partes será vital para evitar maiores divisões e garantir uma transição pacífica no governo fluminense.

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