O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, apresentou seu pedido de demissão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira, 8 de janeiro de 2026. Na carta, Lewandowski afirmou ter atuado com zelo e dignidade, mas destacou as limitações políticas e orçamentárias que enfrentou durante sua gestão. Ele deixará o cargo nesta sexta-feira, 9, por razões pessoais e familiares.
Durante seu tempo à frente do ministério, iniciado em fevereiro de 2024, Lewandowski teve um papel crucial na articulação entre o governo e o Supremo Tribunal Federal. Com sua experiência, ele contribuiu para a elaboração de propostas significativas, incluindo um projeto de lei para combater facções criminosas, já aprovado pelo Congresso, e uma proposta de emenda à Constituição ainda em fase inicial. A saída do ministro levanta questões sobre a continuidade dessas iniciativas e a estrutura futura do ministério.
Ainda não há informações sobre quem assumirá a pasta no lugar de Lewandowski. O secretário-executivo do ministério, Manoel Carlos, um colaborador próximo, pode ou não deixar o cargo junto com o ministro. A indefinição sobre a nova liderança e a possível divisão da pasta ressalta a importância do papel do Ministério da Justiça em temas como segurança pública e combate ao crime organizado.

