Risco soberano da Argentina atinge menor nível em sete anos sob Milei

Patricia Nascimento
Tempo: 2 min.

O risco soberano da Argentina, medido pelo spread de sua dívida em relação aos títulos do Tesouro dos EUA, caiu para menos de 559 pontos base, o nível mais baixo desde julho de 2018. Essa queda é atribuída às mudanças políticas promovidas pela administração do presidente Javier Milei, que se intensificaram após a vitória do seu partido nas eleições de meio de mandato em outubro de 2025.

A redução do spread, que quase foi cortado pela metade desde as eleições, reflete uma crescente confiança dos investidores na economia argentina. Além disso, o Banco Central da Argentina, pela primeira vez em nove meses, adquiriu dólares, aumentando suas reservas com cerca de US$ 21 milhões. Essa ação é parte de um novo programa de acumulação de reservas, que pode contribuir para a estabilidade econômica do país.

As implicações desse cenário são significativas, pois indicam que a Argentina pode estar se preparando para um retorno aos mercados internacionais de dívida, o que poderia gerar novas oportunidades de investimento. Além disso, o entusiasmo de Milei frente a eventos regionais, como a prisão do líder da Venezuela, sugere uma postura mais proativa na política externa, o que poderá impactar as relações da Argentina com seus vizinhos e investidores internacionais.

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