O maestro Robert Treviño se apresentou no Barbican Hall, em Londres, conduzindo a London Symphony Orchestra em uma performance que incluiu composições de Messiaen e Rachmaninoff, com a violinista Patricia Kopatchinskaja. Este evento marca um retorno significativo de Treviño, que fez sua estreia com a orquestra em 2017, quando impressionou com sua interpretação da Sinfonia nº 3 de Mahler. Agora, quase uma década depois, ele é o novo maestro principal da Filarmônica George Enescu, em Bucareste.
A apresentação desta semana demonstrou a habilidade única de Treviño, que, embora não seja flamboyante, possui uma autoridade e uma força contida em sua condução. Essa abordagem se traduziu bem nas obras apresentadas, criando uma experiência cativante para o público. O segundo ato, que trouxe a Sinfonia nº 2 de Rachmaninoff, foi especialmente aclamado, destacando o apelo do repertório escolhido.
A trajetória de Treviño, aclamada na Europa, reflete sua crescente notoriedade no cenário musical. Com seu estilo distintivo e uma carreira em ascensão, sua volta ao LSO foi muito aguardada e atendeu às expectativas. As implicações de sua nova posição em Bucareste e seu relacionamento contínuo com a orquestra londrina prometem influenciar positivamente a cena musical europeia nos próximos anos.

