Delcy Rodríguez, que assumiu como presidente interina da Venezuela em 5 de janeiro, e seu irmão Jorge, presidente da Assembleia Nacional, teriam se comprometido a cooperar com autoridades dos Estados Unidos antes da recente captura de Nicolás Maduro. Segundo fontes próximas às negociações, ambos garantiram, de forma secreta, que estariam abertos à saída do mandatário venezuelano, o que foi comunicado a oficiais dos EUA e do Catar.
A situação política na Venezuela se tornou ainda mais tensa com a saída de Maduro, um líder que enfrentava crescente oposição tanto interna quanto externa. A promessa de colaboração dos irmãos Rodríguez pode indicar uma tentativa de estabilização do regime, além de abrir um novo capítulo nas relações diplomáticas com os EUA, que há anos impõem sanções ao país. A mudança de poder também pode afetar as dinâmicas regionais, especialmente com a influência do Catar na América Latina.
Com a ascensão de Delcy Rodríguez ao poder, as expectativas quanto à direção política da Venezuela se intensificam. O compromisso de cooperar com potências ocidentais pode sinalizar uma mudança estratégica na abordagem do governo venezuelano, gerando discussões sobre possíveis futuras alianças e acordos. A comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos dessa nova fase política, que pode ter ramificações significativas para a estabilidade na região.

