Rússia alega ataque da Ucrânia à residência de Putin e promete provas

Patricia Nascimento
Tempo: 2 min.

Na última segunda-feira, a Rússia acusou a Ucrânia de tentar atacar a residência do presidente Vladimir Putin, localizada na região de Novgorod, utilizando 91 drones de ataque de longo alcance. O Ministério da Defesa russo afirmou que, após abater um dos drones, conseguiu extrair dados que indicam que o alvo era realmente a instalação presidencial. Moscou promete compartilhar essas informações com os Estados Unidos para respaldar suas alegações.

As autoridades russas não apenas reafirmaram a seriedade da acusação, mas também indicaram que essa situação pode alterar sua postura nas negociações com os EUA sobre o fim da guerra na Ucrânia. Em contrapartida, representantes da Ucrânia e de países ocidentais contestaram as alegações feitas por Moscou, descrevendo-as como uma tentativa de desinformação. O Wall Street Journal informou que, segundo a análise de segurança nacional dos EUA, a Ucrânia não tinha a intenção de atacar Putin ou sua residência.

Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, inicialmente demonstrou alguma simpatia pela posição russa, mas posteriormente adotou uma postura mais cética, questionando a veracidade das alegações. A Ucrânia, por sua vez, negou qualquer envolvimento no ataque e caracterizou as acusações como uma estratégia russa para distanciar Kiev de Washington. O desdobramento dessa situação poderá ter implicações significativas para as relações internacionais e para o andamento do conflito.

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