Neste sábado (3), a Rússia repudiou a recente ação militar dos Estados Unidos na Venezuela, exigindo a libertação do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. O comunicado do Ministério das Relações Exteriores da Rússia sublinhou que Washington deve reconsiderar sua postura em relação ao líder venezuelano, que é considerado legalmente eleito pelo Kremlin.
A Venezuela é vista como um aliado estratégico da Rússia na América Latina, embora Moscou não tenha oferecido assistência militar a Caracas em um possível conflito com os EUA. A chancelaria russa já havia classificado a operação americana como um “ato de agressão armada”, ressaltando que os pretextos utilizados para justificar essa ação são insustentáveis e motivados por hostilidade ideológica.
O apoio contínuo da Rússia a Maduro, especialmente após sua reeleição em 2024, cuja legitimidade é contestada, indica um fortalecimento das relações bilaterais. A situação atual pode desencadear uma escalada nas tensões entre os Estados Unidos e a Rússia, com potenciais repercussões na política latino-americana e nas dinâmicas de poder na região.

