Recentemente, a Rússia acompanhou com uma mistura de alegria e cautela as tensões entre os Estados Unidos e a Europa em relação à Groenlândia, onde o presidente Donald Trump manifestou interesse em adquirir a ilha. Autoridades e comentaristas russos avaliaram que a medida pode enfraquecer a União Europeia e a OTAN, além de desviar o foco da guerra na Ucrânia, que continua a ser uma preocupação central para Moscou.
Enquanto alguns analistas celebram a possível mudança geopolítica, outros expressam preocupação com as implicações de segurança que a aquisição da Groenlândia pelos EUA poderia trazer. O discurso de Trump no Fórum Econômico Mundial, onde ele insinuou que não usaria força para concretizar a aquisição, foi recebido com cautela, já que a Rússia tem interesses estratégicos no Ártico, uma região rica em recursos naturais e de importância militar.
As reações do Kremlin, embora equilibradas, sugerem que a Rússia está atenta às movimentações dos EUA, especialmente no que diz respeito à sua influência no Ártico. Comentários de líderes russos ressaltam a continuidade do interesse americano na Groenlândia e suas possíveis consequências para a segurança e a estabilidade regional, acentuando a rivalidade entre as potências no cenário geopolítico atual.

