O saldo das operações de crédito garantidas pela União totalizou R$ 336,648 bilhões ao final de 2025, conforme divulgado pelo Tesouro Nacional no dia 27 de janeiro. Esse montante representa uma elevação de 0,84% em comparação ao saldo de R$ 333,858 bilhões registrado em 2024. Os estados concentram 68,6% dessa dívida, evidenciando a dependência financeira das unidades federativas em relação ao governo federal.
As operações internas de crédito somaram R$ 153,330 bilhões, um aumento significativo de 15,40% em relação ao ano anterior. Em contrapartida, as operações externas apresentaram uma diminuição de 8,79%, caindo de R$ 200,994 bilhões para R$ 183,318 bilhões. Essa divergência entre as operações internas e externas ressalta as dificuldades enfrentadas por algumas regiões no acesso ao crédito internacional, além do impacto das políticas econômicas do país.
O estado de São Paulo lidera o ranking de endividamento entre as unidades federativas, com um saldo devedor de R$ 38,054 bilhões. Este cenário sugere a necessidade de uma análise mais aprofundada sobre a sustentabilidade fiscal dos estados e o papel do governo federal na mitigação dos riscos associados a essa dívida. Com os municípios representando 17,5% do saldo total, as implicações para a gestão fiscal e os investimentos públicos se tornam cada vez mais relevantes no debate político e econômico brasileiro.

