Salvaguarda da China pode reduzir exportações de carne bovina do Brasil

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 2 min.

O governo da China implementou novas medidas de salvaguarda que afetam diretamente as exportações de carne bovina do Brasil, principal fornecedor desse produto ao país asiático. A cota de exportação para o Brasil será reduzida de 1,5 milhão para 1,1 milhão de toneladas até 2026, o que pode resultar em uma perda de até 500 mil toneladas. Essa decisão foi anunciada oficialmente em 1º de janeiro de 2026 e representa um desafio significativo para o setor.

Especialistas do setor, como Alcides Torres, sócio-diretor da Scot Consultoria, destacam que a medida era esperada, mas ainda assim gera preocupação. O impacto não se limita ao Brasil, já que a Argentina e o Uruguai, com rebanhos menores, podem se beneficiar da situação. A China justifica a imposição das cotas como uma forma de proteger sua indústria local, alegando danos causados pelo aumento das importações.

Apesar do cenário adverso, ainda existe a possibilidade de que o Brasil diversifique seus mercados de exportação, buscando alternativas fora da China. Acompanhando as cotas anuais que devem aumentar modestamente até 2028, o Brasil precisará explorar novos destinos e adaptar sua estratégia comercial para mitigar os efeitos da salvaguarda. O futuro das exportações de carne bovina dependerá da capacidade do Brasil de se reposicionar no mercado internacional.

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