No dia 13 de janeiro, o São Paulo protocolou um recurso contra a decisão da 3ª Vara Cível do Butantã, que permitiu a votação híbrida na reunião do Conselho Deliberativo. Este encontro, marcado para o dia 16 de janeiro, pode resultar no afastamento provisório do presidente Júlio Casares, que está sob investigação por suposto desvio de verbas. O clube argumenta que o formato híbrido limita a defesa adequada do mandatário durante o processo.
O recurso do São Paulo destaca que a exigência do voto presencial é crucial para garantir um julgamento justo e equânime. O agravo menciona que a decisão sobre o afastamento deve seguir o quórum mínimo de 75%, conforme o estatuto do clube, para assegurar a legitimidade da votação. A juíza responsável pelo caso explicou que essa porcentagem é necessária apenas para a instalação da reunião, enquanto a destituição pode ocorrer com dois terços dos votos.
A desembargadora Mônica Rodrigues Dias de Carvalho será a responsável por julgar o recurso. Enquanto isso, Casares, que perdeu apoio político desde que as investigações vieram à tona, afirma que não pretende renunciar e que está determinado a provar sua inocência. A situação continua a gerar discussões sobre a transparência e a integridade dos processos internos do clube.

