Scott Morrison enfrenta críticas por proposta de registro de imames na Austrália

Patricia Nascimento
Tempo: 2 min.

O ex-primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, gerou controvérsia ao propor um registro nacional e a acreditação para imames, durante uma conferência sobre antissemitismo em Jerusalém. A sugestão veio após um ataque terrorista em Bondi, que deixou 15 pessoas mortas, e foi interpretada como uma medida contra o que ele chamou de ‘islamismo extremista radical’. A proposta provocou reações negativas de líderes da comunidade islâmica, que consideraram suas declarações ‘profundamente desinformadas’ e ‘perigosas’.

Grupos islâmicos expressaram forte desaprovação, afirmando que as palavras de Morrison poderiam fomentar a discriminação e o preconceito contra muçulmanos na Austrália. Ele também pediu maior vigilância sobre as ligações estrangeiras nas instituições religiosas, o que levantou preocupações sobre a liberdade religiosa e a possibilidade de estigmatizar comunidades muçulmanas. A proposta de Morrison se insere em um contexto mais amplo de debates sobre segurança e radicalização, especialmente após eventos violentos recentes.

As implicações dessa proposta ainda estão se desenrolando, uma vez que a comunidade islâmica e outros grupos de direitos humanos buscam garantir que a liberdade religiosa não seja comprometida. A crítica a Morrison reflete um clamor por um diálogo mais informado e respeitoso sobre questões de segurança e diversidade religiosa. À medida que o debate avança, as reações à proposta poderão influenciar a política interna e as relações sociais na Austrália.

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