Selic a 15% força classe média a adiar compra de imóveis e veículos

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 2 min.

A taxa Selic, fixada em 15% ao ano pelo Banco Central, tem gerado um efeito adverso significativo na economia brasileira em 2025. Isso tem encarecido o crédito, levando a classe média a adiar a compra de imóveis e a optar por carros usados em vez de novos. Os financiamentos imobiliários, por exemplo, enfrentam uma queda acentuada, refletindo a dificuldade de acesso ao crédito para muitos consumidores.

No mercado imobiliário, o aumento dos custos de financiamento é alarmante, com taxas que superam 13% ao ano, além de uma valorização média de 6,52% nos preços dos imóveis. Apesar das iniciativas do governo, como a liberação de recursos do FGTS e a atualização do teto do Sistema Financeiro da Habitação, as medidas são consideradas paliativas diante da realidade de juros elevados. A classe média, que sempre sonhou com a casa própria, enfrenta agora um cenário de incerteza e adiamentos.

O setor automotivo também sente os efeitos da Selic alta, com uma clara migração do consumidor para veículos usados. Embora tenha havido um crescimento pontual nas vendas de veículos em dezembro, a tendência geral é de contenção e cautela. O Brasil permanece com uma das taxas de juros mais altas do mundo, o que continua a restringir o consumo e a pressão sobre a economia local, resultando em um cenário de espera e frustração para muitos.

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