Na quarta-feira, 14 de janeiro de 2026, senadores protocolaram um pedido de impeachment contra o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, alegando crime de responsabilidade na condução do Caso Banco Master. Os senadores Magno Malta, Damares Alves e Eduardo Girão apresentaram a denúncia, que foi encaminhada ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, solicitando a formação de uma comissão especial para investigar as acusações.
Os parlamentares afirmam que Toffoli agiu em situação de suspeição e conflito de interesses ao conduzir as investigações relacionadas ao Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central. A denúncia destaca uma viagem de Toffoli a Lima, no Peru, em uma aeronave particular de um empresário ligado ao caso, o que levanta questões sobre sua imparcialidade. Além disso, os senadores criticam uma decisão do ministro de manter sob custódia do STF materiais apreendidos em uma operação, o que, segundo eles, compromete a integridade da investigação.
As implicações do pedido de impeachment são significativas, pois podem levar a um intenso debate no Senado sobre a conduta do ministro e o funcionamento do Judiciário. Girão, um dos senadores envolvidos, declarou que o caso é um escândalo e que a sociedade exige uma resposta. A situação exige que o Senado atue rapidamente para restaurar a confiança nas instituições e na justiça, garantindo que o processo de impeachment seja conduzido de forma transparente.

