Judith Condon manifesta sua desapontamento com a série Call the Midwife, que, em seu novo episódio, recorre a estereótipos antiquados sobre o Movimento de Libertação das Mulheres. As personagens femininas se reúnem para um encontro do movimento e, em seguida, queimam seus sutiãs, uma cena que, embora possa ser considerada divertida, não representa adequadamente a complexidade da luta feminina na década de 1970.
A crítica de Condon destaca que a série, conhecida por sua representação das vidas das mulheres após a Segunda Guerra Mundial, falha em retratar com precisão a importância e as nuances do Movimento de Libertação das Mulheres. A escolha de incluir a queima de sutiãs, um ato que simboliza a resistência, parece reducionista e não condiz com a profundidade que a narrativa poderia explorar.
As implicações dessa representação na mídia são significativas, pois moldam a percepção pública sobre movimentos sociais importantes. A série, sendo um sucesso na Grã-Bretanha, tem o potencial de influenciar a compreensão da história feminista, e críticas como a de Condon ressaltam a necessidade de uma abordagem mais cuidadosa e informada sobre esses temas.

