Servidores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) expressaram sua preocupação com a falta de estrutura e investimento do órgão, especialmente em resposta à crise na Venezuela. A situação se agravou após a queda do ditador Nicolás Maduro, quando os agentes afirmaram que estão ‘mãos atadas’ para enfrentar os desafios à segurança nacional. A denúncia foi feita em uma nota da União dos Profissionais de Inteligência de Estado (Intelis), destacando a necessidade urgente de melhorias nas condições de trabalho.
Os funcionários da Abin relataram problemas como cortes orçamentários, assédio institucional e vazamentos de dados sigilosos. Em um comunicado anterior, expressaram indignação com investigações que resultaram em indiciamentos do atual diretor-geral da Abin, acusado de obstrução e prevaricação. As reclamações refletem uma crescente insatisfação com a gestão da agência, que tem enfrentado dificuldades para cumprir suas funções essenciais.
Diante do cenário político instável, os servidores pedem um maior diálogo com o governo e alertam para as implicações da falta de recursos e apoio, especialmente com as eleições nacionais se aproximando em 2026. Eles acreditam que a Abin precisa de condições adequadas para exercer seu papel de assessoramento estratégico e proteção nacional. A insistência em mudanças estruturais pode ser crucial para o fortalecimento da segurança em um período de incertezas geopolíticas na América Latina.

