Setor de serviços brasileiro mantém robustez e pressiona inflação

Fernanda Scano
Tempo: 2 min.

O setor de serviços no Brasil enfrentou uma leve retração de 0,1% em novembro de 2025, conforme divulgado pelo IBGE, após um período de crescimento contínuo. Apesar dessa queda, o setor se apresenta 2,5% acima do ano anterior, refletindo um crescimento acumulado de 2,7% no ano. Economistas avaliam que as pressões inflacionárias permanecem, o que influencia a decisão do Banco Central de manter a taxa Selic em 15% durante suas reuniões futuras.

A análise indica que, embora algumas áreas, como transportes e serviços de informação, tenham registrado quedas, o setor continua robusto, especialmente em serviços profissionais. O economista André Valério observa que o setor ainda está 20% acima dos níveis pré-pandemia, o que mostra sua resiliência. Com a inflação no setor encerrando 2025 com alta de quase 6%, os economistas acreditam que o Banco Central deve adiar cortes na taxa de juros para março de 2026.

As projeções para o futuro do setor de serviços permanecem otimistas, com estimativas de crescimento de 2,5% em 2026, impulsionadas por medidas de estímulo econômico. Claudia Moreno, economista do C6 Bank, ressalta que o setor continua a ser um motor para a economia brasileira, mesmo em meio a sinais de desaceleração. Assim, a dinâmica do setor de serviços poderá continuar a impactar a política monetária do país nos próximos meses.

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