A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, afirmou nesta segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, que a América ‘não pertence a uma doutrina ou a uma potência’. A declaração foi feita após a intervenção militar dos Estados Unidos, que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Durante a coletiva de imprensa, Sheinbaum reforçou a ideia de que o continente deve ser pertencente aos povos de cada um de seus países.
A operação militar, que incluiu ataques aéreos, comandos terrestres e uma significativa força naval, levanta preocupações sobre a influência dos EUA na política sul-americana. Sheinbaum, representando uma visão de esquerda, posiciona o México como um defensor da soberania nacional e da autodeterminação dos povos. O uso da força pelos Estados Unidos contra Maduro, acusado de tráfico de drogas, é um ponto de controvérsia que poderá afetar as relações diplomáticas na região.
As implicações dessa intervenção são vastas e podem desencadear um debate mais amplo sobre a política externa dos EUA na América Latina. A resposta do México, sob a liderança de Sheinbaum, poderá influenciar outros países a adotarem posturas semelhantes em defesa da soberania. À medida que a situação se desenrola, o impacto nas relações diplomáticas e na estabilidade da Venezuela e dos países vizinhos continua a ser uma preocupação central.

