Os protestos no Irã enfrentam uma repressão alarmante, com o regime utilizando a força letal contra manifestantes. Enquanto imagens dos protestos e da brutalidade emergem, o apoio internacional permanece quase inexistente, especialmente entre ativistas ocidentais que geralmente se mobilizam contra abusos. A ausência de manifestações de solidariedade destaca uma indiferença preocupante em relação à luta dos iranianos por liberdade e direitos humanos.
A crítica se volta para a falta de envolvimento de celebridades e grupos de esquerda, que tendem a priorizar causas que se opõem aos Estados Unidos e Israel. Em contraste, a coragem dos iranianos, que arriscam suas vidas em protestos, não recebe a atenção que merece. Especialistas apontam que a mudança na dinâmica dos protestos requer não apenas a presença constante nas ruas, mas também uma fissura nas forças de segurança do regime.
Caso as vozes ocidentais não se levantem, a chance de uma mudança significativa no Irã pode diminuir drasticamente. O silêncio dos ativistas feministas e a falta de mobilização em grandes cidades ocidentais reforçam a ideia de solidariedade seletiva. A situação exige uma reflexão urgente sobre o papel que a comunidade internacional deve desempenhar na luta pela liberdade das mulheres e homens iranianos sob um regime opressor.

