O sistema Cantareira, vital para o abastecimento da Grande São Paulo, registrou um nível alarmante de 19,8% de sua capacidade nesta sexta-feira, 9 de janeiro. Em comparação, no mesmo dia do ano passado, o volume era de 50,9%, evidenciando a gravidade da situação hídrica na região metropolitana. O cenário de chuvas irregulares e aumento do consumo de água exige atenção especial das autoridades.
O Cantareira é parte do Sistema Integrado Metropolitano, que inclui outros reservatórios, mas suas condições demandam monitoramento contínuo pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp). Atualmente, a região encontra-se na faixa 3 de monitoramento, que prevê redução da pressão no abastecimento durante 10 horas diárias. Se o nível cair ainda mais, a situação pode se agravar, exigindo medidas mais rigorosas.
A redução no volume de água disponível já levou a Sabesp a implementar limites na retirada do recurso do Cantareira. A Agência Nacional de Águas (ANA) alertou que, caso o volume atinja abaixo de 20% até o final de janeiro, a vazão máxima permitida será diminuída. A população é incentivada a adotar práticas de consumo consciente para mitigar os impactos da crise hídrica.

