Investigadores britânicos expõem as conexões entre o aumento da emissão de notas de alta denominação e o crime organizado. Em abril de 2024, o valor total de dólares em circulação alcançou a marca recorde de US$ 2,345 trilhões, em um momento em que a utilização de dinheiro tem diminuído entre a população. Isso levanta questões sobre como o fluxo de capital ilícito se mantém forte apesar do crescente uso de pagamentos digitais.
A análise indica que a complexidade das operações de lavagem de dinheiro tem crescido, com criminosos utilizando métodos cada vez mais sofisticados para ocultar lucros. Enquanto cidadãos comuns enfrentam dificuldades para movimentar pequenas quantias de dinheiro, traficantes e outros envolvidos em atividades ilegais continuam a operar com facilidade através do uso de grandes quantias de dinheiro físico. Essa discrepância destaca as falhas no sistema financeiro que permitem a perpetuação de crimes financeiros.
As implicações desse aumento na circulação de notas de alta denominação são preocupantes, pois sugerem que o crime organizado pode estar se beneficiando de um sistema que ainda não se adaptou completamente à digitalização das finanças. Com o crescimento do número de cães treinados para detectar dinheiro em aeroportos, a resposta das autoridades é lenta em comparação ao ritmo de emissão de novas notas. Essa situação exige uma revisão urgente das políticas de combate à lavagem de dinheiro e à regulamentação financeira global.

