O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, expressou preocupações sobre a manutenção da taxa Selic em 15% ao ano, destacando que essa decisão afeta negativamente o setor produtivo. Em uma carta enviada ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, Skaf enfatizou que essa situação provoca um “quadro de asfixia” nas empresas, dificultando o investimento e o crescimento econômico.
Skaf reconheceu o rigor técnico das decisões do Copom, mas ressaltou que a combinação de inflação em torno de 5% e juros reais elevados torna o ambiente insustentável para as indústrias. Ele mencionou que empresas sólidas estão enfrentando desvalorização e crescente inadimplência, questionando o incentivo ao investimento diante de um cenário onde o capital é mais bem remunerado na renda fixa.
O presidente da Fiesp concluiu que as condições para um ciclo de afrouxamento monetário estão se consolidando e que as altas taxas de juros penalizam o setor produtivo. Ele alertou que o ajuste fiscal pode se tornar uma ficção contábil, enquanto o crescimento econômico e a geração de empregos são comprometidos. O Copom indicou que pode iniciar cortes na Selic na próxima reunião em março, o que poderá trazer alívio ao setor.

