Skaf critica Selic a 15% e alerta para asfixia econômica no Brasil

Isabela Moraes
Tempo: 2 min.

Na última quarta-feira, 28 de janeiro de 2026, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, manifestou sua preocupação com a manutenção da taxa Selic em 15% ao ano. Skaf classificou essa decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) como prejudicial, afirmando que ela provoca um “quadro de asfixia” que afeta diretamente as empresas e o investimento no país.

Em uma carta dirigida ao presidente do Banco Central, Skaf argumentou que, apesar do rigor técnico nas decisões, o Brasil enfrenta um cenário insustentável, com inflação em torno de 5% e juros reais próximos a 10%. Ele ressaltou que a situação se agrava com a desvalorização das empresas e o aumento alarmante da inadimplência, questionando a viabilidade de empreender em um ambiente onde o capital é mais lucrativo na renda fixa do que em investimentos produtivos.

Skaf também alertou que é cada vez mais difícil justificar o adiamento de um ciclo de redução da Selic, especialmente com as condições já se mostrando favoráveis para essa mudança. O Copom indicou que está considerando iniciar um processo de corte na taxa na próxima reunião, em março, uma medida que, se concretizada, poderia ajudar a aliviar a pressão sobre o setor produtivo e fomentar o crescimento econômico sustentável no Brasil.

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