O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, registrou no dia 30 de dezembro a venda de um imóvel em Ituiutaba, Minas Gerais, apenas 11 dias após uma operação da Polícia Federal que encontrou R$ 430 mil em seu apartamento em Brasília. O deputado afirmou que o valor se referia à venda de uma casa, negociada por R$ 500 mil, e que o pagamento teria sido recebido um mês antes da operação policial.
A casa em questão foi adquirida por Sóstenes em fevereiro de 2023 por R$ 310 mil. A venda foi realizada para um advogado local, e a escritura foi assinada digitalmente, mas não há clareza sobre o local da assinatura. O deputado justificou que não depositou o dinheiro em sua conta bancária por um lapso, embora a situação suscite dúvidas sobre a origem dos recursos e a legalidade da transação.
As implicações deste caso podem ser significativas para a reputação de Sóstenes e para a confiança pública nas instituições. O fato de uma transação imobiliária ocorrer em um curto espaço de tempo após uma apreensão de dinheiro pela polícia levanta questões sobre a transparência e a ética no exercício da função pública. A situação pode gerar desdobramentos, inclusive investigações adicionais por parte das autoridades competentes.

