O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu arquivar as investigações contra dois delegados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) envolvidos em blitze que poderiam impedir a circulação de eleitores durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2022. A decisão, anunciada nesta quinta-feira (22), seguiu o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que alegou a falta de provas concretas de crime por parte dos delegados.
As investigações estavam ligadas a alegações de que as operações da PRF visavam favorecer a reeleição do ex-presidente Jair Bolsonaro, concentrando-se em áreas com maior concentração de eleitores do adversário Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar da negativa da PRF sobre qualquer viés político, a Primeira Turma do STF havia condenado outros membros do governo por ações relacionadas a essa trama golpista.
Além de arquivar as investigações contra os delegados, Moraes também determinou o trancamento da ação contra outros envolvidos, como a ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça. O ministro ressaltou que o inquérito pode ser reaberto caso surjam novos elementos, destacando a complexidade e a relevância do caso para a análise da atuação das instituições durante o período eleitoral.

