Uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) considerou positiva a decisão do ministro Dias Toffoli de liberar os vídeos dos depoimentos no caso Master, em 30 de janeiro de 2026. A medida, vista como um esforço para esclarecer questionamentos sobre a investigação, teve boa repercussão, mesmo entre ministros que criticaram decisões anteriores do relator. O relator avaliou que o dia foi de ‘saldo positivo’ para sua atuação, indicando um movimento em direção à transparência.
A divulgação dos vídeos trouxe à tona divergências nas versões apresentadas por figuras centrais do caso, como o dono do Banco Master e o presidente afastado do BRB. Em um dos depoimentos, foi destacado que a origem das carteiras de crédito problemáticas era controversa, com o dono do Banco Master alegando que o BRB sabia que parte dos créditos não era do banco. Essa revelação pode impactar a percepção pública sobre a investigação e suas implicações legais.
As iniciativas de Toffoli, que incluem a possibilidade de remeter o caso à primeira instância após a conclusão das investigações, buscam não apenas esclarecer os fatos, mas também melhorar o ambiente interno do tribunal, que retoma suas atividades oficialmente na próxima semana. Apesar dos avanços em transparência, ainda existem preocupações entre alguns ministros sobre as conexões do relator com o caso, o que pode gerar novos desdobramentos na investigação.

