Superintendentes da CVM defendem servidor de carreira em nova indicação

Camila Pires
Tempo: 2 min.

Os superintendentes da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) emitiram uma nota solicitando que a última vaga do Colegiado seja ocupada por um servidor de carreira. Essa posição surge em um momento de críticas às recentes indicações feitas pelo governo, que carregam um caráter político. A nota é endereçada aos participantes do mercado, ao Governo Federal e ao Congresso Nacional, enfatizando a importância de um membro técnico na autarquia.

As indicações recentes, incluindo a do ex-diretor Otto Lobo para a presidência, reacenderam debates sobre os critérios de nomeação na CVM. O apoio político do Centrão à nomeação de Lobo, que teria realizado campanha em Brasília, levanta preocupações sobre a transparência do processo. A diretora Marina Copola também reforçou a relevância de um membro técnico, citando a preservação da memória institucional da CVM como um dos principais benefícios dessa indicação.

Diante desse contexto, o debate sobre os protocolos de indicações se intensificou, especialmente com a candidatura de André Vasconcellos, diretor de Relações com Investidores, à vaga no Colegiado. Os superintendentes expressaram esperança de que suas recomendações sejam consideradas, visando a recomposição do Colegiado com um servidor efetivo. Esse movimento reflete uma preocupação com a continuidade e integridade da supervisão e fiscalização na CVM, essenciais para a estabilidade do mercado financeiro.

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