Superquarta indica alta na bolsa, mas riscos fiscais preocupam analistas

Camila Pires
Tempo: 2 min.

A primeira Superquarta de 2026 deixou claro que o mercado financeiro brasileiro está em um momento de expectativa positiva, especialmente com a leitura do Copom que sugere a possível flexibilização da taxa Selic. Os analistas acreditam que essa situação tende a incentivar o apetite por risco no curto prazo, apesar de alertas sobre incertezas fiscais e políticas que podem afetar essa trajetória.

Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, e outros especialistas apontam que a bolsa deverá continuar sua tendência de alta, impulsionada por fluxos externos e melhores condições de crédito. No entanto, a volatilidade típica de anos eleitorais e a percepção sobre a situação fiscal do país são fatores que podem interferir nesse cenário otimista. A análise do comunicado do Copom também sugere que cortes na taxa de juros devem ser feitos com cautela, dependendo da evolução da economia.

As expectativas para 2026 permanecem construtivas, mas com a necessidade de seletividade e atenção às condições externas e internas. O sucesso da recuperação da bolsa dependerá, em grande parte, da velocidade e da consistência da redução da Selic, assim como da capacidade do governo de estabilizar o risco fiscal e político. Portanto, os investidores devem permanecer vigilantes e prontos para ajustar suas estratégias conforme a situação evolui.

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