O presidente do Panamá afirmou que o canal do país seguirá operando normalmente após a decisão da Suprema Corte, que declarou inconstitucional o contrato de concessão de uma subsidiária de uma empresa chinesa. A decisão, que ocorreu na quinta-feira, é vista como uma vitória para os Estados Unidos em suas tentativas de limitar a influência chinesa na estratégica via aquática.
A corte determinou que a concessão violava a constituição panamenha, o que levanta questões sobre o futuro de contratos similares e a presença de empresas estrangeiras no Panamá. A decisão foi recebida com uma forte crítica por parte de Pequim, que considera a medida uma tentativa de interferir em seus interesses comerciais na região.
Consequentemente, a anulação do contrato poderá afetar as relações entre o Panamá e a China, bem como a dinâmica de poder na região do Canal do Panamá. Este desdobramento ressalta a crescente rivalidade entre os Estados Unidos e a China, especialmente em áreas estratégicas que são cruciais para o comércio global.

