A Suprema Corte dos Estados Unidos indicou, nesta quarta-feira, que tende a manter Lisa Cook como diretora do Federal Reserve (Fed), representando um revés à tentativa do ex-presidente Donald Trump de demiti-la. Durante a audiência, a maioria dos ministros manifestou ceticismo em relação às acusações de fraude hipotecária que motivaram essa ação, sublinhando a importância da independência do banco central americano.
O ministro Brett Kavanaugh destacou que a demissão de Cook poderia comprometer a autonomia da instituição, uma vez que, nos 112 anos de história do Fed, nenhum diretor em exercício foi destituído. Críticos do ex-presidente Trump sugerem que essa ofensiva visa aumentar seu controle sobre a política de juros, o que poderia ter grandes repercussões econômicas e financeiras, caso a demissão fosse efetivada.
A corte ainda deve decidir se Cook pode permanecer no cargo enquanto contesta a demissão, com instâncias inferiores já autorizando sua permanência. A situação se intensifica com uma investigação criminal contra o presidente do Fed, Jerome Powell, que Cook classifica como uma pressão indevida sobre a política monetária. O desdobramento desse caso poderá moldar a direção futura do Federal Reserve e suas decisões econômicas.

