A incorporação da estimulação medular ao Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil é uma medida importante no tratamento da dor crônica refratária, prevista para começar em abril de 2026. O procedimento, que já é realizado na rede particular, promete taxas de resposta superiores a 50%, diminuindo a dependência de medicamentos e melhorando a qualidade de vida dos pacientes que sofrem com dores persistentes e limitantes.
A estimulação medular é um tratamento consolidado que pode devolver a funcionalidade e a autonomia a muitos indivíduos. Ao abordar a dor crônica, o SUS reafirma seu compromisso com a universalidade do acesso à saúde e à oferta de tratamentos baseados em evidências científicas. Além disso, a integração do procedimento ao sistema público pode resultar em benefícios socioeconômicos ao reduzir a sobrecarga nos serviços de saúde e melhorar a produtividade dos pacientes.
Entretanto, a eficácia do tratamento depende da capacitação adequada de profissionais de saúde e da atualização dos protocolos clínicos. A implementação dessa tecnologia requer a superação de desafios, incluindo a desigualdade no acesso aos serviços e a manutenção do acompanhamento multidisciplinar dos pacientes. A expectativa é que, ao enfrentar essas barreiras, a estimulação medular se torne uma alternativa viável e impactante para o cuidado da dor no Brasil.

