O assassinato de Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado geral da Polícia Civil de São Paulo, foi planejado em um bar localizado em Mongaguá, no litoral paulista. Nesta terça-feira, 13, as autoridades prenderam três suspeitos ligados à execução do crime, que ocorreu em setembro do ano passado. A delegada Ivalda Aleixo confirmou que Fontes estava sob monitoramento do Primeiro Comando da Capital (PCC) desde junho de 2025, indicando um plano de vingança contra ele.
As investigações apontam que o ex-delegado foi alvo do PCC devido ao seu histórico de combate à facção, que remonta a investigações realizadas nas últimas duas décadas. Os detidos incluem líderes do PCC, como Fernando Alberto Ribeiro Teixeira, conhecido como Azul, e outros membros envolvidos no apoio logístico ao crime. A polícia utiliza impressões digitais e dados de dispositivos apreendidos para avançar na localização de mais suspeitos e esclarecer as motivações por trás do ataque.
O caso destaca a crescente violência associada ao PCC, que busca reafirmar seu poder por meio de ações brutais. Fontes, que chefiou a Polícia Civil entre 2019 e 2022, era reconhecido por sua atuação firme contra a facção, tendo indiciado figuras proeminentes, incluindo seu líder. A situação permanece tensa, com as investigações em andamento e um alerta para potenciais novas ações violentas por parte da facção criminosa.

