Suzane von Richthofen contesta na Justiça herança de R$ 5 milhões deixada por tio

Bruno de Oliveira
Tempo: 2 min.

Suzane von Richthofen busca na Justiça a herança de R$ 5 milhões deixada por seu tio, Miguel Abdala Netto, que faleceu em circunstâncias suspeitas na zona sul de São Paulo. A disputa sucessória envolve também sua prima, Carmem Silvia Magnani, que já se apresentou como responsável pela liberação do corpo e pode contestar o direito de Suzane à herança. A falta de testamento e a ausência de outros herdeiros diretos tornam a situação ainda mais complexa.

Miguel, que não era casado e não tinha filhos, foi encontrado morto em sua residência, e a causa da morte está sob investigação. Embora a principal hipótese aponte para causas naturais, a apuração policial ainda está em andamento. A condenação de Suzane a 39 anos de prisão por homicídio de seus pais em 2002 gera questões sobre sua elegibilidade para herdar, uma vez que a lei brasileira prevê a exclusão por indignidade em casos de homicídio contra a vítima do herdeiro.

A situação se complica pelo fato de que a indignidade é restrita aos bens da vítima do crime, e não se aplica automaticamente em casos envolvendo outros parentes, como o tio. Caso a disputa avance para o Judiciário, o histórico criminal de Suzane e a interpretação da legislação sucessória poderão ser centrais na decisão. As implicações desse caso podem não apenas afetar a partilha da herança, mas também acirrar debates sobre direitos sucessórios no Brasil.

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