A atleta Khadija Ahmadzada, de 22 anos, foi libertada após passar 13 dias detida no Afeganistão. A prisão ocorreu devido à alegação de que ela violou regras relacionadas a academias de esportes femininos, conforme afirmado por um porta-voz do Talibã. O incidente destaca as crescentes restrições enfrentadas por mulheres no país sob o atual regime.
O caso de Ahmadzada é emblemático da repressão que as mulheres afegãs continuam a enfrentar, especialmente no que diz respeito à prática esportiva. Desde que o Talibã reassumiu o poder em 2021, diversas normas têm sido impostas, limitando a liberdade das mulheres em várias esferas, incluindo a participação em atividades esportivas. A detenção de atletas femininas gera preocupações sobre o futuro do esporte feminino no Afeganistão.
A libertação de Ahmadzada pode ser vista como um pequeno alívio, mas também levanta questões sobre o comprometimento do Talibã com os direitos das mulheres. O desdobramento desse caso poderá influenciar a percepção internacional sobre a situação dos direitos humanos no Afeganistão. As reações globais e locais ao incidente podem pressionar o regime a reconsiderar suas políticas em relação ao esporte e à liberdade das mulheres.

