Khadija Ahmadzada, uma jovem de 22 anos, foi libertada após passar 13 dias detida no Afeganistão por administrar uma academia de taekwondo para meninas. Sua prisão foi confirmada por um porta-voz da Suprema Corte do Talibã, que alegou que ela violou regras que restringem o esporte feminino no país. O detenção ocorreu em meio a um contexto de severas restrições aos direitos das mulheres desde o retorno do Talibã ao poder em 2021.
Desde então, as academias e clubes esportivos femininos permanecem fechados, com promessas não cumpridas de reabertura. As autoridades alegam a necessidade de um “ambiente seguro” que respeite a interpretação rigorosa da lei islâmica. Ahmadzada foi detida após inspetores identificarem irregularidades, como a mistura de gêneros e o uso inadequado de vestimentas, levando a mobilizações nas redes sociais e a intervenções de defensores dos direitos humanos internacionais.
A libertação de Ahmadzada, ocorrida em 23 de janeiro, gerou repercussão significativa, destacando a luta contínua das mulheres afegãs por seus direitos. O relator especial da ONU para direitos humanos no Afeganistão, Richard Bennett, pediu a libertação imediata da jovem, refletindo a atenção global sobre a situação dos direitos das mulheres no país. O futuro de academias femininas e a liberdade de ação das mulheres no Afeganistão continuam incertos sob o regime atual.

