Na quarta-feira, 21 de janeiro de 2026, as taxas de juros futuros negociadas na B3 encerraram o dia em queda, acompanhando o recuo do dólar. Esse movimento foi impulsionado por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre um possível acordo relacionado à Groenlândia, além de indicações de uma pesquisa eleitoral que favorece o senador Flávio Bolsonaro na disputa presidencial. A combinação desses fatores renovou mínimas em toda a curva de juros futuros.
No contexto interno, a pesquisa da AtlasIntel mostrou um aumento na competitividade de Flávio Bolsonaro em relação ao presidente Lula, o que gerou uma reação positiva no mercado. Enquanto o dólar teve uma queda superior a 1%, os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) também apresentaram recuos significativos, refletindo uma mudança nas expectativas de investidores. O discurso de Trump no Fórum Econômico Mundial, apesar de algumas ameaças tarifárias, foi menos agressivo do que o esperado, contribuindo para um sentimento de risco mais favorável.
Embora a melhora nas taxas de juros e no câmbio seja uma resposta imediata a esses acontecimentos, analistas alertam que as tensões em torno da Groenlândia ainda podem gerar volatilidade nos mercados. A proximidade das eleições e a figura emergente de Flávio Bolsonaro como candidato de direita também podem influenciar as dinâmicas econômicas. Com apenas dez meses até o pleito, o cenário político continuará a ser um fator crucial para a evolução da economia brasileira.

