Taxas de juros futuros caem com distensão geopolítica global

Eduardo Mendonça
Tempo: 2 min.

No dia 23 de janeiro de 2026, as taxas de juros futuros na B3 apresentaram uma leve queda, exceto na ponta curta, que se manteve estável. A expectativa para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) é de manutenção da Selic, o que influenciou o comportamento do mercado. A redução foi observada principalmente nos vértices mais longos, que atraem maior interesse de investidores estrangeiros.

A diminuição dos prêmios de risco, embora tímida, foi atribuída a uma percepção de distensão geopolítica, especialmente após o presidente dos Estados Unidos moderar seu tom sobre a Groenlândia. As taxas de contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) para 2027, 2029 e 2031 registraram quedas, refletindo um apetite crescente do investidor externo em busca de retornos. Especialistas afirmam que o cenário global continua a ter um impacto mais significativo do que as variáveis locais, como as pesquisas eleitorais.

As movimentações no mercado também foram impulsionadas pela valorização do real frente ao dólar, com a bolsa atingindo novas máximas. Apesar de um leve otimismo em relação ao cenário eleitoral, as análises sugerem que o ambiente externo permanece como o principal motor das decisões de investimento. A expectativa para as próximas reuniões do Copom e do Federal Reserve é de que as taxas permaneçam inalteradas, mantendo a atenção dos investidores sobre as dinâmicas globais.

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