Taxas de juros sobem com dados do emprego e indicação ao Federal Reserve

Marcela Guimarães
Tempo: 2 min.

Na manhã de sexta-feira, 30 de janeiro de 2026, as taxas de juros futuros no Brasil abriram com viés de alta, impulsionadas pela divulgação dos dados do emprego da Pnad Contínua e pela valorização do dólar. Às 9h, a taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 alcançou 13,490%, um leve aumento em relação ao ajuste anterior. O cenário foi ainda mais influenciado pela indicação de Kevin Warsh, ex-diretor do Federal Reserve, pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump, para suceder Jerome Powell na presidência do banco central americano.

Com a taxa de desocupação no Brasil em 5,1%, o trimestre encerrado em dezembro trouxe a criação de 179 mil vagas formais no setor privado, alinhando-se às expectativas do mercado. Além disso, comparado ao mesmo período do ano anterior, foram geradas 939 mil vagas com carteira assinada, indicando um crescimento no emprego formal. Apesar da leve alta nas taxas de juros, o dólar e os juros dos Treasuries nos EUA começaram a perder força por volta das 9h, sinalizando uma possível estabilização.

O impacto da indicação de Warsh ao Federal Reserve e os dados do mercado de trabalho brasileiro podem influenciar as decisões futuras de política monetária. A expectativa é que o novo comando do Fed busque um equilíbrio entre o crescimento econômico e o controle da inflação nos Estados Unidos. No Brasil, a recuperação do emprego pode proporcionar um ambiente mais favorável para investimentos, mas a volatilidade do dólar e as taxas de juros ainda merecem atenção dos investidores.

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