As taxas dos DIs no Brasil fecharam a segunda-feira em baixa, influenciadas pela captura do líder venezuelano Nicolás Maduro por forças dos EUA no último sábado. A taxa do DI para janeiro de 2028 foi registrada em 12,99%, uma queda de 5 pontos-base em relação ao ajuste anterior, enquanto a taxa para janeiro de 2035 subiu 6 pontos-base, atingindo 13,485%. A situação gerou reações no mercado, com aumento da cautela entre os investidores.
O ataque norte-americano provocou repercussão internacional e levantou preocupações sobre a produção de petróleo, considerando que a Venezuela possui as maiores reservas do mundo. Além disso, o evento acendeu alertas na América Latina, especialmente em relação a possíveis ações contra outros países da região, como Colômbia e México. Analistas comentam que, embora o impacto imediato tenha causado picos de incerteza, a situação parece estar se estabilizando gradualmente.
Com a captura de Maduro, muitos questionam o futuro político da Venezuela e seus desdobramentos na região, especialmente em um ano eleitoral no Peru, Colômbia e Brasil. A percepção de instabilidade pode influenciar decisões de investimento e a dinâmica econômica local. Enquanto isso, o Banco Central do Brasil manteve suas projeções de inflação praticamente inalteradas, sugerindo que o cenário econômico ainda enfrenta desafios, mesmo em meio a essas tensões internacionais.

