TCU aponta sobrepreço de até 1.000% em licitações da COP30

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 2 min.

O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou irregularidades nas licitações da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP30, realizada em Belém no ano passado. O órgão apontou sobrepreços que chegam a 1.000% em relação aos valores de mercado, o que levanta sérias preocupações sobre a transparência e a legalidade das contratações realizadas. As empresas envolvidas foram responsáveis pelo planejamento e organização de zonas específicas do evento internacional.

O relatório do TCU, liderado pelo ministro Bruno Dantas, recomenda que a Secretaria Extraordinária para a COP30 adote medidas internas de governança para evitar a repetição de tais falhas em futuras contratações. Os contratos analisados incluem o Consórcio Pronto RG e a empresa DMDL Ltda, que atuaram nas zonas Verde e Azul, respectivamente. A Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI) foi contratada para realizar as licitações, mas suas justificativas para os sobrepreços foram consideradas frágeis pelo TCU.

As implicações das descobertas do TCU são significativas, não apenas para a gestão da COP30, mas também para futuras iniciativas de cooperação internacional. A denúncia inicial, feita por parlamentares da oposição, destaca a necessidade de maior rigor nas licitações e na fiscalização de contratos públicos. A Secretaria Extraordinária afirmou que cumprirá as recomendações do TCU, reafirmando seu compromisso com a boa governança e a transparência em suas atividades.

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